LANçADO: 2014
ARTISTA: Cesar Roversi
NúMERO DE DISCOS: 1
Entrelinhas

Relembrando a sonoridade do choro de Pixinguinha e Benedito Lacerda, com composições inspiradas em Hermeto Pascoal, Claude Debussy e John Coltrane, o album explora o Sax Tenor na linha de contrapontos, sem perder o balanço dançante da música brasileira.

Músicas:
Panorâmico (feat. Rodrigo y Castro)
Corredeira do Rio Pequeno (feat. Rodrigo y Castro)
Misto Quente (feat. Nailor Proveta)
Saudades de Belo Horizonte (feat. Toninho Carrasqueira)
Clara Mente
Jabutuga (feat. Rodrigo y Castro)
Coquinho (feat. Nailor Proveta)
A César o Que Não É de César
No Fio da Navalha (feat. Rodrigo y Castro)
Valsa para Edi (feat. Toninho Carrasqueira)

Disco no spotify: https://open.spotify.com/album/0lh0ogJxMUpzO9MBx05lm2

Crítica de Maria Luiza Kfouri:
Quer mais uma prova de que o Choro é um gênero vivo e que baseado na sua tradição um músico pode fazer um disco absolutamente moderno, além de lindo? Então ouve “Entre Linhas” do saxofonista, arranjador e compositor Cesar Roversi. Junto com ele, um verdadeiro ninho de cobras: Nailor Proveta, Toninho Carrasqueira (Antonio Carrasqueira), Rodrigo Y Castro, Gian Correa, Henrique Araújo, Rafael Toledo e Léo Rodrigues. Com direção musical de Zé Barbeiro. Discão.

Crítica de Carlos Bozzo Júnior para o Guia da Folha do Estado de São Paulo:
Neste CD, o saxofonista César Roversi inspirou-se na dupla Benedito Lacerda e Pixinguinha, que faziam melodias na flauta e contrapontos no sax tenor. Roversi também combina linhas melódicas, fazendo-as soar simultaneamente. São dez faixas, sete do saxofonista. Entre elas “Panorâmico”, “Corredeira do Rio Pequeno” e “Saudades de Belo Horizonte”, esta com a sonoridade ímpar do flautista Toninho Carrasqueira, que assina e participa tocando “Valsa para Edi”, a última do disco, coisa de craque. O disco passa pelo choro e pelo jazz utilizando seus típicos encadeamentos harmônicos. Tudo com um som atual, alegrel suingado e propício tanto para os ouvidos quanto para aos pés. Ótimo de ouvir e excelente para dançar. Ouça “Misto Quente”, de Nailor Azevedo, o Proveta da Banda Mantiqueira, e comprove. Crítica do músico Toninho Ferragutti: A primeira coisa que me veio à cabeça escutando esse CD é “tradição”, e imagino que não tê-la é como viver musicalmente em um buraco enorme, em uma acefalia total. Esse risco o César não corre e não correrá. Nem ele e nem seus parceiros que participam deste CD, e fazem dele uma obra de arte, que dá gosto de ouvir, pela elegância, talento, excelência nas execuções e composições. Todos que participam são protagonistas nessa tradicional formação regional de choro, usada como um trampolim para saltar em uma energia musical nova, vibrante e ousada. Você pode conferir a atuação do César facilmente nas noites paulistanas, em diversas formações musicais, como orquestras sinfônicas, grupos de Jazz, quarteto de saxofones, rodas de choro, e em muitas outras formações. Músico jovem e já experiente, traz aqui toda a sua precoce maturidade nas execuções, nas composições, na escolha dos músicos e dos convidados, e conta com o queridíssimo Zé Barbeiro na direção musical. Parabéns querido César, sucesso e vida longa.

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